O SILÊNCIO DO ABRAÇO QUE NÃO VEIO: Um exercício de estoicismo, fé e afeto

Não é um texto sobre teoria, é sobre a noite comum de qualquer pessoa que trabalha, produz, serve e volta para casa precisando de alguém.

Você chega em casa cansado, depois de um dia inteiro dando o melhor de si, e a vida está acontecendo sem você. Todos ocupados, todos envolvidos, e você ali, de pé, esperando um gesto que não vem. É pequeno esse sentimento. Mas dói como coisa grande.

A Dor Silenciosa do Cansaço

Epicteto já ensinava que nada nos fere senão a opinião que formamos das coisas.

O abraço não veio, este é o fato. Que você não é amado, este é o acréscimo, e o acréscimo é seu.

Sêneca completa dizendo que sofremos mais na imaginação do que na realidade.

A realidade era uma casa cheia de gente amando. A imaginação criou um homem esquecido. O cansaço diz que você está só quando você está apenas exausto.

A Sabedoria Estoica e a Raiz Profunda

Escrevi sobre isso em O SILÊNCIO DO ABRAÇO QUE NÃO VEIO, um exercício de estoicismo, fé e afeto, que deixo aqui na íntegra para leitura e download. Não é um texto sobre teoria, é sobre a noite comum de qualquer pessoa que trabalha, produz, serve e volta para casa precisando de alguém.

A árvore adulta não reclama quando o jardineiro rega primeiro as mudas menores, porque ela já bebe da água profunda. Quem tem Deus, quem tem a si mesmo e quem tem a companheira de vida tem raiz. E raiz não se mede pelo abraço de uma noite, mede-se pelas décadas em que a mão esteve ali.

O Exemplo de Jesus e a Coragem de Pedir

Mas há algo ainda maior no texto, e é a parte que mais me custou escrever. Jesus chegou cansado ao poço de Sicar, sentou-se ao meio-dia, sozinho, com sede, e ninguém veio abraçá-lo. E foi Ele quem pediu de beber. Não exigiu, não esperou em silêncio ferido, não cobrou. Pediu. Se Ele pediu, você também pode. Pode atravessar a sala, tocar o ombro de quem ama e dizer com simplicidade que precisa de um abraço agora.

Leia o artigo completo. Ele é fundamental para compreender a nossa existência, o nosso trabalho e a nossa vida em família, porque a dor pequena, quando reconhecida sem vergonha, é a porta pela qual entra a graça.

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