A TUMBÉRGIA-ERETA E O MANTO DO REI
No Sítio Agrosofia, na Comunidade Rural do Braço, em Camboriú, cada espécie plantada carrega, além de sua função, um ensinamento. É o caso da Thunbergia erecta, conhecida entre nós como tumbérgia-ereta, tumbérgia-arbustiva ou, mais popularmente, manto-de-rei. No novo artigo, parto do lado agronômico dessa planta, um arbusto vigoroso, de folha verde intensa e flor azul ou violácea, que responde tão bem à poda que se torna uma das melhores opções para cercas vivas: dispensa estrutura de sustentação, se adensa, floresce quase o ano todo e ainda atrai beija-flores e borboletas.
Mas há uma camada que a agronomia sozinha não alcança, e que a Agrosofia busca revelar: o nome manto-de-rei não é acidente de linguagem. A cor púrpura remete ao manto da realeza, à narrativa bíblica do manto colocado sobre Jesus ao ser coroado, presente até hoje nas vestes litúrgicas da Semana Santa. Uma planta de cerca carrega, assim, um símbolo de coroação: aquilo que protege a casa também a coroa. Falo ainda da variedade de flor branca, a rainha-das-neves, que veste a mesma espécie de silêncio em vez de realeza, confirmando que permanência e renovação caminham juntas.
O artigo está disponível gratuitamente em PDF, com o título “A Tumbérgia-Ereta e o Manto do Rei: Notas de Agrosofia sobre uma Cerca Viva”, e há também um vídeo sobre a planta como opção de cerca viva. Fica o convite à leitura.
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