A VISÃO COMPARTILHADA NAS ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM: Aceitação, Participação e Comprometimento: para que as o

ceitação, Participação e Comprometimento: para que as organizações cresçam com fundamento

A Organização como Escola: Fundamento para o Crescimento

Toda organização viva é sustentada por uma visão. Mas nem toda visão sustenta, de fato, uma organização. Este artigo nasceu de uma verdade que colhi na pesquisa, na extensão, na convivência com as igrejas, as cooperativas e as empresas: nenhuma instituição cresce com fundamento se não for, antes de tudo, uma escola. Um lugar de formação constante, onde a experiência não é matéria barata nem improviso, mas fruto do conhecimento, do raciocínio, da busca e da inteligência coletiva construída de um com o outro. Aprender junto é a raiz. O resto é copa.

Aceitar vs. Desejar: A Essência da Visão Compartilhada

E há um ponto silencioso que separa as organizações que apenas funcionam das que verdadeiramente florescem: a diferença entre aceitar uma visão e desejá-la. Parece sutil, mas guarda toda a diferença entre o cumprimento burocrático e a transformação fecunda. A pergunta antiga e sempre atual é esta: qual a distância entre aceitação, participação e comprometimento? A resposta é simples e profunda ao mesmo tempo. A participação e o comprometimento fazem com que as pessoas queiram a visão. A aceitação apenas faz com que a acatem. Uma quer, a outra apenas obedece. E entre querer e aceitar mora tudo.

A Aceitação: Cumprimento Burocrático

A aceitação nasce da obrigação. A pessoa acata a visão por causa de algo externo a ela, manter o emprego, agradar o chefe, conquistar uma promoção. Ela cumpre com correção e disciplina, mas a visão não é sua. Não é errado, é apenas insuficiente para quem deseja crescer com fundamento.

A Participação: Envolvimento e Colaboração

A participação nasce do envolvimento. A pessoa deixa de ser espectadora e entra na construção. Contribui, opina, sente-se parte. Já não obedece apenas, colabora porque acredita. É o degrau em que o indivíduo começa a reconhecer a visão como algo que também lhe pertence.

O Comprometimento: O Desejo que Transforma

O comprometimento nasce do desejo. A pessoa quer a visão em si e por si mesma, como se fosse sua, e de fato passa a ser. Aqui não se mede esforço, porque o sonho da organização virou o sonho de cada um. É desse solo que brotam os feitos inexplicáveis, aqueles resultados que a mera aceitação jamais produziria.

Cultivando o Pertencimento e o Propósito

Não basta, portanto, estar num bom ângulo de visão, é preciso adotar a própria visão. A organização que aprende é justamente aquela que domina a arte de transformar aceitação em desejo, que não impõe rumos, mas cultiva pertencimento, que não distribui apenas metas, mas acende propósito. Uma visão só se torna verdadeiramente compartilhada quando deixa de ser a visão de alguém para se tornar a visão de cada um. Que as organizações cresçam, pois, com fundamento, enraizadas não em quem apenas cumpre ordens, mas em quem abraça uma visão comum como aliança plena. Porque organizações não são movidas por obrigação, são transformadas por comprometimento.

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