O vício da agenda cheia
Por muito tempo vivi cercado de compromissos, grupos, agendas, ligações, decisões que precisavam de mim a todo instante. Quando decidi me afastar, por convicção e não por cansaço, descobri algo curioso: senti falta até daquilo que eu sabia que não prestava. Não era saudade do que era bom, era o vício da própria agenda cheia. É desse reconhecimento que parte meu novo artigo.
Pedagogia da Ausência e andragogia
A partir desse vazio, encontro duas ideias que venho amadurecendo: a Pedagogia da Ausência, aplicada à sucessão da família e do negócio, e a andragogia, a ciência de como o adulto aprende. O princípio é simples: o adulto aprende melhor quando é autodirigido, quando usa a própria experiência como matéria prima, quando a motivação nasce de dentro e não de cobrança externa. O que parecia sintoma de abstinência, o vazio que incomoda quando a agenda esvazia, revela se, na verdade, sinal de aprendizagem em curso.
A sétima direção
Fecho o texto ligando essa jornada às sete direções que venho desenvolvendo: olhar para trás, para frente, para os lados, para cima, para baixo, e por fim a sétima, aquela que nenhuma das outras substitui, o olhar para dentro. É só quando a agenda esvazia e o silêncio ocupa o espaço que essa sétima direção se revela, e é nela que a ausência deixa de ser vazio e passa a ser professora.
O artigo, gratuito, tem o título “O Adulto Aprende Melhor quando É Autodirigido: a Ausência como Professora na Maturidade”. Fica o convite à leitura completa.
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