A GESTORA QUE SEMPRE ESTEVE ALI, MAS NUNCA ESTAVA NO PAPEL
“Autonomia se escreve em três documentos: o título, o contrato e a ata.”
Em toda propriedade rural que visitei ao longo da vida profissional encontrei uma mulher que sabia o preço do produto, a data da vacina, o vencimento da parcela e o humor do banco. Ela administrava, planejava, negociava e decidia. O que faltava não era competência, era registro.
Para entender por que reconhecimento sem crédito é reconhecimento incompleto, o que muda quando a capacitação técnica chega a elas e por que participação não é o mesmo que protagonismo nas cooperativas, acesse gratuitamente o artigo completo em PDF, PROTAGONISMO, AUTONOMIA E EMPODERAMENTO DAS MULHERES NA GESTÃO DOS NEGÓCIOS AGROPECUÁRIOS E NA AGRICULTURA FAMILIAR: acesso a crédito, capacitação técnica e liderança em cooperativas, disponível ao final desta postagem.
O QUE NÃO SE MEDE NÃO SE PLANEJA
Durante muito tempo os registros admitiam apenas um responsável pelo estabelecimento agropecuário. A codireção existia na vida real e não existia no dado, e a invisibilidade da mulher no registro produziu, por décadas, sua invisibilidade no orçamento.
CRÉDITO É A PROVA CONCRETA DA AUTONOMIA
Enquanto o financiamento sai no nome do marido, do pai ou do irmão, a mulher permanece operadora de um negócio que juridicamente não é dela. Não basta criar a linha de crédito, é preciso que ela seja conhecida, acessível e efetivamente vantajosa.
DE AJUDANTE A GESTORA
Por hábito, não por má intenção, a assistência técnica sempre falou com o homem da casa. Reverter isso exige convidar nominalmente as duas pessoas, considerar a jornada real das mulheres e tratar de gestão, custos e comercialização, não apenas dos temas historicamente destinados a elas.
DA PLATEIA À MESA DIRETORA
A presença feminina é majoritária no quadro de trabalho das cooperativas, mas segue reduzida nas posições de decisão. Um núcleo feminino que só organiza confraternizações cumpre função social, mas não produz liderança.
TRÊS APRENDIZADOS DOS ENCONTROS COM MULHERES DO CAMPO
A autoestima antecede a planilha. O obstáculo raramente é a capacidade e quase sempre a permissão. E quando uma mulher assume a decisão, ela não chega sozinha: leva consigo as filhas, as vizinhas e um jeito mais coletivo de conduzir.
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