*Ainor Francisco Lotério
Nem todos os que consomem o que já foi chamado de “ouro branco”, o arroz, sabem da árdua tarefa empreendida para produzi-lo, bem como a estrutura da cadeia produtiva, até o mesmo chegar à mesa.
Nesta safra, a situação dos rizicultores é muito difícil: muitas lavouras, afetadas pelas condições climáticas de excesso de chuva e baixo índice de insolação, tiveram rendimento menor, fato que influenciou na produção final. Para agravar mais ainda a situação, o preço médio recebido pelo produto não para de cair: 30% menor, em relação igual período de 2010, e bem abaixo do preço mínimo.
Que política pública é esta de garantia de preços que para ser cumprida há a necessidade de ir à justiça?
O que fazer?
-Os produtores de arroz precisam se unir para fazerem valer a política de preços mínimos.
-A categoria, através dos seus representantes precisa agir fortemente.
É bom a sociedad também saber que “se o campo não planta a cidade não janta”.
“AGRICULTOR SACI-PERERÊ”
Por outro lado, os agricultores precisam passar a cuidar mais do planejamento e diversificação da propriedade: não dá mais para depender apenas de uma fonte geradora de renda; quem tem uma única atividade geradora de renda na propriedade é como se andasse em uma perna só: o dia que ela quebrar vai ficar parado.
O Saci-Pererê, personagem conhecido do folclore brasileiro, saltitava facilmente protegido pela biodiversidade das florestas, o que não seria possível nos descampados de hoje e com as dificuldades que o mercado impõe.
É neste descampado de mudanças climáticas e mudanças de vida, de um mercado globalizado que faz qualquer produtor, de qualquer parte do mundo competir com a gente em qualquer lugar que atua nosso produtor.
O que está acontecendo com os produtores de arroz, também acontece com os de fumo, cebola… e “àqueles produtores de uma coisa só”: virou “agricultor saci-pererê”.
Sabemos que todas as culturas têm um, dois, até três anos ruins, para depois aparecer um ano bom.
O problema também é que quando a safra é boa se gasta tudo comprando automóveis e máquinas em excesso.
Bem, sei que isto não é desculpa e não tira o brilho da luta, o direito e a razão dos agricultores de lutarem por melhores preços, visando remunerar seu suor e manterem-se no campo.
Muito ânimo, coragem e inteligência para se organizarem e vencerem mais esta batalha!
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*Engenheiro Agrônomo, desenvolve a agrosofia e é palestrante motivacional. Contato: (47)3365-0264; contato@ainor.com.br