O Boi que Para de Ruminar é Boi Doente
Na lida do campo, o boi que para de ruminar é boi doente. É dessa observação concreta que parto em meu novo artigo, onde uso os quatro estômagos do boi como espelho das quatro fases da mente humana diante da dor. No rúmen, o alimento chega bruto, sem filtro, assim como a dor chega crua na primeira hora. No retículo, o bolo já mastigado volta à boca para nova mastigação, tal como a consciência devolve o que doeu para examiná-lo de novo, sem pressa de engolir em falso. No omaso, a água em excesso é absorvida e o material se compacta, do mesmo modo que o exagero e a vitimização vão sendo absorvidos até sobrar uma compreensão mais enxuta. E no abomaso, o verdadeiro estômago, o que ainda serve vira aprendizado, e o resto se transforma em esterco para adubar o solo da vida que continua.
Duas Formas de Adoecer e o Caminho do Campo
Mostro também dois desvios que adoecem: quem quer arrancar do peito tudo que perturba sem dar tempo ao processo, deixando a mágoa empedrada no primeiro estômago, e quem fica remoendo sem fim, sem nunca alcançar o terceiro e o quarto estômago, sem nunca virar esterco. O caminho que o campo ensina é o meio termo, ruminar, sim, passar pelos quatro estômagos, mas caminhar, porque o boi que rumina bem não fica parado olhando para dentro do próprio rúmen, pasta em movimento, cabeça baixa, passo lento, e a digestão da dor funciona assim, deixando os quatro estômagos da mente trabalharem enquanto os pés continuam andando.
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O texto, gratuito, tem o título “Segue o Boi: uma reflexão sobre a ruminação como processo de cura, inspirada nos quatro estômagos”. As fontes e os dados também estão disponíveis no portal www.loterio.com.br. Convido você à leitura completa.
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