AMOR NÃO GERA DÍVIDA, GERA MEMÓRIA
Há uma dor que não vem da perda em si, mas do julgamento que se faz de si mesmo diante dela: por que não se esteve lá. Neste novo artigo, mostro por que essa cobrança raramente é justa, e por que ela nasce, na verdade, da qualidade do vínculo: só se sente essa dívida quem amou de verdade, porque o indiferente não se cobra nada.
Trago Elisabeth Kübler Ross e a fase de barganha do luto, John Bowlby e a ligação entre a intensidade do luto e a qualidade do apego construído ao longo da vida, e Viktor Frankl, para quem o sentido também se revela no modo como cada pessoa responde ao sofrimento, não apenas nos atos que os outros observam. Separo ainda a fidelidade a um vínculo humano, construída em anos de convivência sincera, das exigências formais de ritos e cerimônias, que às vezes pesam mais do que deveriam sobre quem já carrega luto suficiente. A conclusão é simples: quem amou, cuidou e esteve presente ao longo da vida não deve nada a quem partiu. O que resta não é culpa, é memória.
O artigo, gratuito, tem o título “Amor Não Gera Dívida, Gera Memória: reflexões sobre luto, culpa e a diferença entre presença física e presença verdadeira”. Fica o convite à leitura.
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