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O COOPERATIVISMO E A VIGILÂNCIA CONTRA A DETURPAÇÃO: VOCÊ É O DONO OU APENAS UM CLIENTE?

O COOPERATIVISMO E A VIGILÂNCIA CONTRA A DETURPAÇÃO: VOCÊ É O DONO OU APENAS UM CLIENTE?

Se liga nesse alerta: no cooperativismo, quem manda é o sócio! Se na sua cooperativa você não tem voz e as decisões parecem uma “caixa preta”, algo está errado. O cooperativismo nasceu para ser aberto, transparente e de ajuda mútua. Não deixe um grupo pequeno dominar o que é seu. A educação cooperativista é a sua melhor ferramenta para retomar o controle. Participe, questione e faça valer o seu direito de dono.

A inversão de valores onde o sócio deixa de ser o dono para se tornar um mero coadjuvante é um dos maiores riscos à saúde de uma cooperativa. Quando um grupo pequeno se apodera do comando e as decisões se tornam obscuras, o modelo cooperativo perde sua legitimidade e passa a operar como uma estrutura fechada, assemelhando-se aos vícios de burocracias ineficientes. A verdadeira essência está no fato de que o sócio possui a cooperativa, e não o contrário; sem essa consciência de propriedade, a participação se esvai e a transparência é negligenciada.

A transparência não é apenas uma obrigação administrativa, mas a ferramenta que garante a ajuda mútua e a confiança. Quando os princípios e valores são colocados em prática de forma aberta, cria-se um ambiente onde todos têm voz e vez, impedindo que a instituição seja tratada como um bem de poucos ou como um órgão público despersonalizado. A educação cooperativista é o único antídoto contra essa centralização, pois ela empodera o associado a fiscalizar, questionar e atuar ativamente na gestão.

Manter a doutrina elevada exige uma atenção constante para que a estrutura não se torne rígida ou elitista. É preciso cuidar para que a cooperativa seja, de fato, um organismo vivo de inclusão e não um mecanismo de exclusão. Somente com a prática rigorosa da gestão democrática é que se evita a deturpação do modelo, assegurando que o interesse coletivo prevaleça sobre ambições individuais ou de pequenos grupos, mantendo o foco no desenvolvimento humano e social que o cooperativismo se propõe a entregar.