Nos anos 70, o cooperativismo catarinense já se encontrava consolidado, mas operava com tecnologias rudimentares e métodos de gestão fundamentados quase exclusivamente no esforço humano, na solidariedade e na cooperação manual. Naquela época, seria inimaginável pensar que, décadas depois, esse mesmo sistema cooperativo estaria debatendo, utilizando e se beneficiando da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta essencial de gestão, produtividade, inovação e desenvolvimento sustentável.
Foi dentro desse contexto de evolução que os colaboradores da FECOAGRO – Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina participaram de uma palestra online sobre o tema “INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA FECOAGRO: Panorama do Uso e Percepções no Ambiente de Trabalho”, ministrada por Ainor Francisco Lotério – Engenheiro Agrônomo, Mestre em Gestão de Políticas Públicas (Instituições, Cultura e Sustentabilidade), Psicopedagogo, Pós-graduado em Gerenciamento de Marketing, Metodologia do Ensino Superior, Comunicação e Extensão Rural, Bacharel em Teologia (Interconfessional) e Bacharel em Filosofia, com experiências, reflexões e postagens profissionais disponíveis em www.ainor.com.br e nas redes sociais.
A atividade contou com ampla participação dos profissionais das unidades operacionais da FECOAGRO, que atuam na Unidade Central de Negócios, na Unidade Indústria Misturadora de Fertilizantes e na Unidade Armazenadora de Fertilizantes, demonstrando grande interesse e engajamento nas discussões sobre o impacto da inteligência artificial no ambiente de trabalho e no setor agrocooperativo.
Durante a apresentação, ficou evidente a força do cooperativismo catarinense, representado por um sistema sólido e integrado, composto por onze cooperativas que, juntas, constroem uma base robusta para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico de Santa Catarina. São elas: COOPERCENTRAL AURORA ALIMENTOS, sediada em Chapecó (www.auroraalimentos.com.br); COOPERALFA – Cooperativa Agroindustrial Alfa, também de Chapecó (www.cooperalfa.com.br); COOLACER – Cooperativa Agropecuária de Lacerdópolis, localizada em Lacerdópolis (www.coolacer.com.br); COOPERVIL – Cooperativa Agropecuária Videirense, de Videira (www.coopervil.com.br); CRAVIL – Cooperativa Regional Agropecuária do Vale do Itajaí, de Rio do Sul (www.cravil.com.br); COOPERITAIPU – Cooperativa Regional Itaipu, de Pinhalzinho (www.cooperitaipu.com.br); COOPERJA – Cooperativa Agroindustrial Cooperja, de Jacinto Machado (www.cooperja.com.br); COOPERAURIVERDE – Cooperativa Regional Auriverde, de Cunha Porã (www.auriverde.coop.br); COOCAM – Cooperativa Agropecuária Camponovense, de Campos Novos (www.coocam.com.br); COOPER A1, de Palmitos (www.coopera1.com.br); e COPÉRDIA – Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia, de Concórdia (www.coperdia.com.br).
O encontro proporcionou um entendimento claro de que a Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma aliada estratégica dos processos, da gestão e da inovação, especialmente quando associada à inteligência humana, à cultura organizacional e aos princípios cooperativistas, impulsionando a produtividade, fortalecendo relações, promovendo o desenvolvimento sustentável e preparando as organizações para os desafios do futuro.

Foram debatidos temas como a aplicação da IA no setor agrocooperativo, a automação de processos, a análise de dados, os impactos no atendimento, na gestão, bem como os desafios culturais e as percepções dos profissionais frente às transformações tecnológicas. Destacou-se também que, mais do que nunca, o papel humano se faz indispensável nesse contexto, por meio de competências como ética, empatia, criatividade, pensamento crítico e inteligência emocional, essenciais para que a tecnologia caminhe junto com o desenvolvimento das pessoas e dos valores cooperativistas.
Na oportunidade, o palestrante trouxe reflexões filosóficas e provocativas, como a ideia de que “a verdadeira medida da inteligência artificial não reside em sua capacidade de responder, mas em sua habilidade de perguntar”, além de reforçar que “ao criar a inteligência artificial, não estamos apenas forjando máquinas, mas também espelhos que refletem nossa própria ética e nossos valores”, sinalizando que “a IA pode ser a ferramenta que nos libertará para sermos mais humanos, ou a que nos tornará obsoletos, dependendo de como a conduzirmos”, e ainda que “a consciência não é um algoritmo; a IA pode simular a mente, mas não pode replicar a experiência subjetiva do ser.”
Em síntese, ficou evidente que a Inteligência Artificial está remodelando o ambiente de trabalho no Brasil de forma profunda e inevitável, e seu sucesso dependerá diretamente de como as organizações integram essa tecnologia às suas culturas, respeitam os valores humanos e investem no desenvolvimento das pessoas. O futuro do trabalho, especialmente no setor cooperativista, será, simultaneamente, mais tecnológico e mais humano, onde a inteligência das máquinas jamais substituirá a empatia, a ética, a criatividade e a capacidade de amar, aprender, se relacionar e cooperar — atributos que pertencem, exclusivamente, ao ser humano.
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