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PRESTA ATENÇÃO NISSO: COOPERATIVISMO É JEITO DE VIVER!

Falar de cooperativismo, para mim, não é teoria.
É história de vida. É raiz. É prática aprendida desde cedo, na família, no campo, na convivência com gente que entendeu que ninguém cresce sozinho.

Ao longo da minha caminhada como engenheiro agrônomo, gestor, educador, filósofo e homem de fé, fui percebendo algo muito claro:
cooperativismo não se sustenta no discurso, se sustenta na vivência.

E aqui vai um ponto direto:

Não adianta falar de ajuda mútua se cada um pensa só em si.
Não adianta defender democracia se não sabe ouvir.
Não adianta levantar a bandeira da igualdade e da equidade se, na prática, decide pelo interesse próprio.

Os valores do cooperativismo, ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade, solidariedade, honestidade, transparência e responsabilidade social — não foram feitos para enfeitar parede.
Foram feitos para orientar decisões.

Valor que não é vivido, se perde.

Os princípios também são claros:
porta aberta para todos, gestão democrática, participação econômica, autonomia, educação, intercooperação e compromisso com a comunidade.

Mas deixa eu dizer de forma simples:

princípio que não entra na vida vira só regra no papel.

E o cooperativismo é grande. Muito grande.

Está no agro, no crédito, na saúde, no transporte, no consumo, na infraestrutura, no trabalho e na produção.
Em Santa Catarina, são milhões de cooperados, centenas de cooperativas, bilhões movimentados, milhares de empregos gerados.

Mas presta atenção nisso:

não são os números que sustentam o cooperativismo.
São as pessoas.

Pessoas que acreditam.
Pessoas que praticam.
Pessoas que fazem o certo, mesmo quando ninguém está olhando.

Porque o maior risco do cooperativismo não vem de fora.
Vem de dentro.

É quando ele vira conveniência.
Quando a cooperação vira interesse.

Quando a participação vira obrigação.
Quando a solidariedade vira discurso.

Aí ele enfraquece.

Por isso, o desafio não é só crescer.
É aprofundar.

Formar gente consciente.
Fortalecer valores.
Viver o que se prega.

Porque, no fim das contas, é simples:

ou o cooperativismo entra em você…
ou ele escapa de você.

E quando entra de verdade, muda tudo:

Muda o jeito de decidir.
Muda o jeito de trabalhar.
Muda o jeito de conviver.
Muda a comunidade inteira.

Então guarda isso:

Cooperar não é só fazer junto.
É pensar junto, decidir junto e crescer junto.

E quem entende isso
não apenas participa de uma cooperativa…

vive algo que transforma a própria vida, e a vida dos outros.