SER FIRME NÃO É SER DURO: A ROCHA QUE NÃO SE MOVE, MAS QUE TAMBÉM SE DEIXA LAVAR
A sociedade vive presa entre dois extremos que adoecem as relações. De um lado, pessoas endurecidas, que confundem firmeza com fechamento e recusam qualquer contato capaz de mudá-las. De outro, pessoas instáveis, que giram para qualquer direção que o vento sopre, incapazes de servir de referência a quem precisa de apoio. Existe, porém, um terceiro caminho, mais antigo que o estoicismo e mais atual que qualquer manual de comportamento, ilustrado pela imagem do promontório: a rocha que permanece firme diante das ondas, mas que ao mesmo tempo se deixa lavar por aquilo que vem bater nela.
O texto atravessa a filosofia, a teologia, a engenharia, a antropologia e a sociologia para explicar por que toda vida que aspira a sustentar outras vidas precisa, antes, aceitar ser rocha ou sapata.
Entre os principais pontos abordados está a filosofia estoica de Marco Aurélio, que descreveu o promontório como a rocha contra a qual as ondas se chocam e adormecem em espuma, ensinando que a firmeza serena não combate a dificuldade, apenas permanece diante dela. A teologia entra com a parábola da casa edificada sobre a rocha, mostrando que a diferença entre resistir e desabar não está na intensidade da tempestade, mas na natureza do fundamento. A engenharia e a antropologia se encontram na constatação de que nenhuma coluna se sustenta sozinha no ar, e de que nenhum ser humano se mantém de pé sem raiz, sem rocha ou sapata interior. E a sociologia das relações humanas separa, com precisão, a firmeza que acolhe da intransigência que afasta, apontando a necessidade de pessoas-promontório em famílias e comunidades à deriva.
Para se aprofundar nesse tema e entender por que ser firme sem endurecer é o verdadeiro fundamento de quem sustenta família, comunidade ou propósito, a leitura completa está disponível gratuitamente, em PDF, no artigo SEJA FIRME COMO UM PROMONTÓRIO: A ROCHA QUE NÃO SE MOVE, MAS QUE TAMBÉM SE DEIXA LAVAR